Brincos de jade

Pontos de luz de cravação fechada, argolinhas cercadas, pendentes e argolas que fazem a pedra se mexer. Vinte e cinco referências, em jadeíta ou em nefrita, com o mineral escrito em cada uma.

É a família mais leve do catálogo, e aquela em que a montagem conta quase tanto quanto o verde: é ela que decide se a pedra fica parada ou pega a luz a cada passo.

Quatro montagens, quatro jeitos de usar

Num brinco a pedra é pequena: é a montagem que decide o que se vê dela.

O ponto de luz
Um cabochão de cravação fechada, pousado no lóbulo, parado. Dois pontos de verde, discretos o bastante para o escritório e francos o bastante para a noite. É a montagem que se usa por mais tempo sem pensar nela.
A argolinha de dormir
Um cerco que segura a pedra sem escondê-la, e um sistema que não abre sozinho. É o que eu recomendaria para um par usado de manhã à noite.
O pendente
A pedra fica solta abaixo do encaixe e se mexe a cada movimento de cabeça. É aí que a translucidez mais aparece, porque a luz muda de ângulo o tempo todo.
A argola
Um aro que passeia a pedra em volta do lóbulo. Ela pega a luz de lado, coisa que um ponto de luz nunca faz.

Duas pedras de um mesmo par nunca são exatamente do mesmo verde, e prefiro escrever isso antes e não depois: a jade é uma matéria natural, e um par perfeitamente idêntico seria um sinal para examinar, mais do que uma garantia de qualidade.

O que você não vai encontrar aqui

Nenhuma referência masculina nesta família, e não é esquecimento: a procura medida é quase nula desse lado, enquanto é real nos pingentes. Se você procura jade para um homem usar, os pingentes e as pulseiras são as duas seções que se prestam a isso. O que eu recomendaria.

Nenhum preço, nenhuma medida e nenhum peso estão escritos nesta página. Estão nas fichas, e são escritos lá depois que o exemplar chega.

Autêntico, e como eu verifico

O que se vende com o nome de jade é muitas vezes serpentinito ou quartzito tingido, sob rótulos que parecem sérios: «new jade», «jade da Malásia», «jade da Coreia». Nenhum designa jade.

É aqui que a minha medida é mais frágil, e eu digo isso em vez de calar. Numa pedra de alguns milímetros, a incerteza da balança passa a ser da mesma ordem que a diferença entre uma nefrita a 2,95 e um quartzito a 2,65. O número continua existindo, mas já não separa nada com a mesma nitidez.

Nessas peças eu me apoio, portanto, também no que vejo e na procedência do lote, e a ficha diz isso. Os três limites da pesagem.

Valores da literatura mineralógica. As duas últimas linhas são as matérias vendidas sob o nome de jade.
MatériaDensidade
Jadeíta3,25 a 3,36
Nefrita2,90 a 3,03
Serpentinitocerca de 2,6
Quartzito, tingido ou nãocerca de 2,65

A palavra autêntico nesta página opõe a jade verdadeira ao serpentinito, e nunca o não tratado ao tratado. O estado de tratamento destas peças é não determinado: meu fornecedor não o conhece, e a balança não o diz. A ficha informativa explica isso por inteiro.

Prata, ouro, e o que toca a pele

A prata 925 é o metal mais neutro: segura o verde sem aquecê-lo e não esverdeia a pele. O banho de ouro clareia a pedra e a puxa para o quente. Banho se escreve banho, na ficha como aqui. O que o ouro muda no olhar sobre o verde.

Num brinco a questão do metal não é só estética: a haste atravessa o lóbulo. Se você sabe que sua pele é sensível, a prata maciça é a escolha mais segura das duas, e eu não vendo nenhuma haste de um metal que eu não nomeasse.

Usar, e não estragar

Um par de brincos é a joia que mais cai, e a menor de achar depois. A jade é tenaz, mas uma aresta fina lasca num piso de cerâmica.

  • Coloque depois do perfume, do spray de cabelo e do creme, nunca antes.
  • Água morna e um sabonete suave. Nunca ultrassom, nunca vapor, nunca solvente, já que o estado de tratamento é desconhecido. O detalhe.
  • Guarde o par junto, na saquinha dele, deitado. A dureza da jade é comum, 6 a 6,5 para a nefrita e 6,5 a 7 para a jadeíta, e o quartzo da poeira do ambiente vale 7. Por que uma saquinha por peça.
  • Tire para dormir: é aí que as hastes entortam e as tarraxas se perdem.

O que vem a seguir muda de registro, e eu sinalizo em vez de misturar com o resto. Nada disso está demonstrado: é o que algumas tradições atribuíram a esta pedra.

A jade usada perto do rosto, o par dado em uma ocasião precisa: esses usos são antigos e documentados. O que a tradição coloca na jade.

Uma pedra não cura nada, e o aviso completo está aqui.

Perguntas frequentes

As duas pedras de um par são idênticas?

Não, e é normal: a jade é uma matéria natural. Escolho as duas pedras para que combinem, não para que sejam gêmeas. Um par absolutamente idêntico em tom e em veios merece, aliás, que se pergunte de onde ele vem. A cor acrescentada se reconhece.

Como saber se são brincos de jade verdadeira?

Pela densidade, mas com uma ressalva honesta: numa pedra de alguns milímetros, a medida perde nitidez. As outras referências contam mais então, o brilho ceroso da nefrita, a ausência de bolhas, o grão visível na lupa. Os passos a seguir.

Que montagem para pele sensível?

A prata 925 maciça, em vez de um banho cuja camada acaba gastando no ponto de contato. O metal de cada haste está escrito na ficha, e ali nada fica subentendido.

Dá para usar todo dia?

Dá, e é justamente para isso que os pontos de luz e as argolinhas de dormir foram feitos. Tire para dormir e para o esporte, e coloque depois dos cosméticos.

Jadeíta ou nefrita para brincos?

A jadeíta é mais translúcida e mais viva, o que aparece bem num pendente que se mexe. A nefrita é mais tenaz e dá verdes mais escuros, mais discretos no lóbulo. São dois minerais sem parentesco. O que os distingue.

Um brinco perdido pode ser reposto sozinho?

Não de forma confiável: seria preciso achar uma pedra que combine com a que sobrou, numa matéria natural e num lote que terá mudado. Me escreva mesmo assim, eu vejo o que tenho.